sábado, 22 de dezembro de 2012

O e-mail




Abri minha caixa de e-mail, cliquei em escrever novo e-mail, digitei seu nome logo apareceu seu e-mail. Cliquei no campo assunto e fiquei ali por um tempo sem saber o que colocar, resolvi deixar em branco. Comecei a escrever o e-mail com aquelas cordialidades que toda regra de etiqueta nos ensina, mas no fundo só queria saber como você está
Perguntei pelo que tem feito, mas queria perguntar se ainda tem pensado em mim. Chorei ao pensar que talvez não, não sei por que logo agora tive essa crise de saudade de você, até ontem você estava enterrada no meu passado. Foi uma carência que me bateu do nada e do mesmo lugar que ela veio foi embora.
Quando a crise passou reli o e-mail e decidi não enviar, pelo bem que conheço da nossa história essa seria a brecha pra você voltar a fazer parte da minha vida. E nesse momento o que não preciso é trazer tudo volta. Deixa como está, tudo dentro daquela caixa que escondi no fundo do armário.
Sei que se tivesse enviado o e-mail ficaria ansioso pela sua resposta e talvez ela nunca chegasse a mim, como um dia a sua confiança do meu amor por você que tanto esperei não chegou. O meu lema agora é não criar expectativas, é uma lição a cada dia e quando estou fazendo algo que me leva justamente a confrontá-lo paro e penso se vale à pena, me desculpa, mas hoje não, com toda dor no coração eu sei que pelo menos por hora não vale à pena reabrir aquela brecha que sempre deixei aberta, então e-mail descartado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário