terça-feira, 1 de abril de 2014

Meu mundo


No meu mundo, não há estupros.
Nem criancinhas morrendo de fome aos montes na África.

No meu mundo, não há sonhos que se perdem, nem esperanças que se vão.
Há apenas barreiras no meio dos caminhos.

No meu mundo, não há lágrimas de desespero, nem soluços de dor.
Há apenas o silêncio que acalenta o amigo.

No meu mundo, não a sofrimento, nem tempestades em copos d’água.
Há apenas a inquietação daqueles que esperam por viver tudo tão intensamente.

Eu vivo num mundo no qual você talvez não possa ver, porque ele existe em meus sonhos.
E eu sonho até de olhos abertos.
Mas há espaço para mais sonhadores nesse lugar.

Eu vivo num mundo, onde as estrelas são alcançáveis.
Onde o cansaço se transforma em satisfação.
Onde a tristeza é reformulável e adaptável.
E eu me adapto a fingir que ela não existe. 
Onde esquecer da realidade é lei.
Um mundo no qual minha barba e meu estilo diferente fazem sentido.
Um mundo no qual mudo a todo o momento, para assim me manter longe da tristeza dos meus pensamentos.
Um mundo onde brincando, eu transformo tudo que vejo ou quero, dou asas a minha liberdade e crio verdades diferentes.
Um mundo onde a minha diversidade é levada na brincadeira.
E onde o amor brilha fantasticamente em meus olhos!
Eu vivo num mundo diferente daquele onde meus pés traçam caminhos.
O mundo onde eu vivo, não tem a ver com destinos.
Eu vivo num mundo completo. Eu vivo num mundo extinto.
E com certeza eu vivo no meu mundo tranquilo.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Escrevi uma carta para você...


E eu tenho uma coleção de cartas.

Uma para cada pessoa que me magoou, que me deixou triste, que me decepcionou, que me enraiveceu e que fez mal.
Para cada um de vocês eu escrevi a próprio punho uma carta.
Com tudo o que eu queria dizer e não disse.
Com tudo que minha educação me privou de gritar.
Com tudo o que eu achei das suas atitudes e das suas personalidades.
E com todo mal, tristeza, raiva e angústia que isso gerou em mim.
Lá contém toda a sinceridade que os poupei de ouvi, simplesmente porque não achei que era hora.
Lá contém palavras sinceras, palavras tristes, palavras irritadas, porém todas são deveras sincera.
Lá contém bem mais que uma vida, contém uma morte.
Uma morte dos sentimentos que ainda existiam entre nós, entre eu e qualquer pessoa que mereceu uma de minhas cartas.

Mas no dia que eu morrer, não se preocupem, que vocês não as receberão, pois todas ela já foram queimadas nas suas devidas horas, porém todas elas estão guardadas dentro da minha mente e do meu coração e com certeza nenhum dos dois nunca esquecerão.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Seja feliz consigo mesmo


Você já parou pra pensar em quantos "E se..." você já falou/pensou hoje? E essa semana? E nesse mês? E no mês? E durante toda sua vida?
"Ah, e se eu fizesse isso?
E se eu não fizesse aquilo?
E se eu mandasse alguém pra puta que pariu?
E se eu parasse de pensar e agisse?"
Já tive épocas que eu pensava demais antes de agir, me preocupava demais com as reações das pessoas, como elas se sentiriam, como elas se comportariam comigo.

Me preocupei demais com o que elas pensariam de mim.
Já baseei minha vida em função de alguém.
Já fiz tanta besteira e deixei de fazer tanta coisa que eu queria por conta do que as pessoas poderiam achar.

Mas eu parei. Há um bom tempo eu parei.
Minha vida é minha vida, ninguém paga minhas contas, ninguém vive minha vida, então eu não devo satisfação a ninguém.
Farei o que for possível para eu ser feliz.
Me tornei mais individualista. Primeiro minha felicidade, depois as dos outros.
Busque a sua felicidade, independente de qualquer coisa. O que importa é ser feliz!

Você consegue viver uma vida sem ser feliz? Pois eu não.
Em primeiro lugar vem o amor? Não, em primeiro lugar vem a felicidade.

Se você não tiver feliz consigo mesmo, você não estará feliz com alguém ao seu lado.
Dizem que um sorriso verdadeiro ilumina o ambiente. Então, utilize-o o maior número de vezes possível, mas só o utilize se ele for verdadeiro, falsas felicidades e sentimentos de nada vão lhe adiantar.
As outras pessoas não devem ser quem você quer agradar e sim você mesmo.
Seja feliz, seja amado, seja são e esteja bem consigo mesmo, esse é o segredo da felicidade.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Sobre o Eu e o Convívio Social


As vezes (lê-se sempre) eu tenho a grande sensação de que eu não nasci para conviver com as pessoas.
E quanto mais o tempo passa e me relaciono com as pessoas, mais eu percebo isso.
Minha vida se torna um turbilhão e mesmo assim tenho que agradar as pessoas? Nunca fui assim e não é agora que eu mudarei meu jeito de ser.
Quando eu era mais novo, tinha a mania de agradar as pessoas. Hoje não agrado nem a mim mesmo, quanto mais as pessoas que estão no meu convívio.
Se eu estou com raiva/chateado/triste com alguém, a culpa é minha.
Se alguém está com raiva/triste/chateada comigo, a culpa é minha.
Se eu não faço algo com relação a alguém, a culpa é minha.
Se alguém não faz algo com relação mim, a culpa é minha.
Independente do que eu faça (ou não) ou diga (ou não), nada muda a interpretação das pessoas com relação a mim.
Eu não peço desculpas, somente se eu estiver muito errado. Não vou mudar meu jeito de ser, se eu achar que não estou errado, eu NÃO vou pedir desculpas.
Eu também não consigo conviver num meio onde todas as pessoas estejam lá por minha causa, principalmente se elas não se conhecerem.
Não consigo dar atenção a muitas pessoas ao mesmo tempo, até porque se estou conversando com alguém, eu quero prestar a atenção no que ela diz e não somente ver os lábios dele se movimentarem sem conseguir assimilar nada.


Então, pra vocês que ainda leem esse blog (alguém realmente lê isso?) e estão no meu convívio social, aprendam algo sobre mim, não é porque eu sou bruto, arrogante e chato (entre outras qualidades), que eu não gosto de você. E também não é porque eu sou simpático com você, que eu gosto de você.

sábado, 4 de janeiro de 2014

E pra 2014?



I'm back? Quantas vezes eu falei/escrevi aqui que finalmente tinha voltado a escrever?
E quantas vezes eu apenas escrevi um texto e depois esqueci o blog pelos meses seguintes?
A última vez que escrevi foi 4 de Novembro, antes disso 4 de Agosto e  antes disso 8 de Junho.
A última vez que eu escrevi pelo menos dois textos em um único mês foi em Maio de 2013.
Vontade eu tenho, inspiração também, meu problema é deixar pela metade, começo a escrever algo que parece muito promisso e acabo que sem perceber estou fazendo outra coisa e o texto fica pela metade, sem nunca mais ser tocado, sempre tive deficit de atenção, mas nesse ano, ele ficou muito pior.
Ao todo, o Vida de Marinho tem 153 postagens, 139 publicadas e 14 rascunhos. Beleza que são apenas 10% dos textos que são deixados pela metade, mas pra mim é muita coisa, se eu levar em consideração as postagens de 2013 (somente 10 postagens), a situação fica um pouco feia.
Nesse último ano, deixei muita coisa pela metade, incluindo o blog, tenho muitas programações para 2014.
Pretendo dar ênfase ao que me dá prazer, escrever, ler, assistir filmes e séries, Biologia, fotografia.
Pretendo por todos meus hobbies quase que em primeiro lugar.
São muitas promessas pra pouca confiança.
Esse é só mais um texto chato de aviso, mas já tenho em mente alguns textos interessantes.
Ah, pretendo também editar um livro.
Óbvio que não seria um livro gigantesco, mas uma compilação dos meus melhores textos, ou seja, um livro de crônicas, para depois eu poder imprimir e deixar guardado de recordação, porém, isso ainda é apenas um pequeno projeto, espero que dê certo, pelo menos eu ficarei feliz tendo o único exemplar do meu próprio livro.
Enfim, até a próxima, espero que alguém leia isso.