quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Devaneios



Muitas das vezes em nossas vidas passamos por momentos difíceis, as vezes complicados, sem saída no momento. Temos sempre duas escolhas indesejáveis: esperar ou enlouquecer!
Por diversas vezes optamos por esperar que passe, ou que venha uma solução mágica para o que estamos passando. Esperamos que melhore mesmo sem essa possibilidade no momento, ou que piore quando temos outra opção.
Mas esperar é definitivamente uma escolha pouco eficaz e em muitos casos, covarde.
Se optamos em enlouquecer, fazemos muitas das vezes escolhas que levaremos as conseqüências pelo resto da vida, as vezes uma palavra certa dita num momento errado, as vezes uma atitude momentânea para lembranças de matar sonhos futuros.
Entendi que muitas das vezes, em momentos em que estamos parados sem saber o que fazer, olhando para um futuro desejável , ficamos a espera de opções que aparentemente não se tornam reais...
Vem a vida com toda a coragem e loucura que ela tem e nos empurra no desconhecido!
A primeira vista pensamos que cairemos em um precipício, onde certamente nos machucaremos, onde nos perderemos, onde não vemos opções de mudanças... Mas percebi que de tantos empurrões que levei, vi que quando eu caia, antes eu tropeçava em alguma coisa para que isso acontecesse...
Percebi que antes do precipício sempre há um degrau.
Esse degrau determina se você subirá ou cairá, a escolha é somente e exclusivamente sua. As vezes precisamos cair para se reerguer, as vezes entendemos o acontecimento e subimos mais, mas definitivamente esse degrau de reconhecimento é inevitável.
Que entendamos que todas as vezes que nos machucam, que ferem nossos sentimentos, que nos empurram para a vida, que não correspondem as expectativas, nos vemos sempre diante de um precipício onde teremos que ter coragem para nos jogar, mas que tenhamos sempre a visão de que sempre temos a opção de subir mais um degrau...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A procura da felicidade?



Eu não sou uma pessoa muito feliz, na verdade. Sério, às vezes eu acho que irrito as pessoas porque eu não sou feliz. Como se as outras pessoas fossem felizes, né.
Sinceramente, eu acho que esse negócio de ser feliz é uma coisa muito supervalorizada. As pessoas sempre falam:
- “Não, porque eu estou em busca da felicidade.”
- “Não, porque o importante é ser feliz.”
“O importante é você ser feliz” o cacete! O importante é ser esclarecido. As pessoas falam que ignorância é uma bênção, porque você pode ser feliz, por ser ignorante. Mas por outro lado, você está sendo ignorante. E eu também não sei se quero ser feliz ao ponto de querer ser ignorante. Para não ser ignorante, você paga um preço e o preço é não ser muito feliz, lógico.
Felicidade é só um sentimento no meio de vários outros. E aliás, é um sentimento meio raro. Você precisa de coisas específicas para ficar feliz. Eu acho que felicidade tá pro sentimentos, igual, sei lá, sorvete tá pra nossa cadeia alimentar. A gente precisa de sorvete tanto quanto a gente precisa de felicidade pros nossos sentimentos. Existem vários outros, às vezes mais importantes. Você não vai comer só sorvete na sua vida inteira, seu objetivo não é comer isso. Você tem que comer todas as coisas, até as ruins, porque às vezes faz bem.
Então, eu acho meio injusto as pessoas ficarem dizendo pras outras que elas tem que ser felizes obrigatoriamente, porque é muito difícil ser feliz. Eu, sinceramente, acho que as pessoas que são muito felizes, elas não são muito felizes de verdade, eu acho que elas estão me enganando. Se a pessoa é muito feliz, ou ela não tá entendendo absolutamente nada do que tá acontecendo ou ela tá me enganando muito bem.
Tem uns problemas de convivência se você não for uma pessoa muito feliz no meio de pessoas que se julgam felizes, porque quando você se assume como pessoa não muito feliz, as outras pessoas ficam ofendidas. Porque elas ficam assim:
- “Nossa, mas como é que você pode ser infeliz convivendo comigo?”
Ué, como é que cê acha?
A felicidade é uma coisa muito momentânea, ela passa muito rápido. É tipo comer um chocolate. Eu tenho certeza que se a gente fosse muito, exageradamente, feliz seria a mesma coisa que, sei lá, comer chocolate exageradamente: você fica enjoado e gordo.
Então, às vezes, eu falo que eu sou infeliz e as pessoas ficam assim:
- “Não, mas você não é infeliz! É porque você é pessimista. Você não vê as coisas duma forma boa.”
Eu sou infeliz porque eu vejo as coisas da forma como elas são. Eu só acho que, eu prefiro ser infeliz e entender as coisas como elas são, do que ser um falso feliz vivendo uma falsa realidade. Não é que as pessoas felizes sejam completamente enganadas, mas tem uma coisa muito errada aí no meio.
Eu acho que tem coisas piores do que ser infeliz, tipo ser um idiota. E tem muito bobo alegre por aí. Não é que a gente precisa ser mais feliz, são vocês que precisam entender melhor as coisas.
Então, se você é uma pessoa infeliz e é incomodado pelos outros por causa disso: não se preocupe. Porque felicidade não é uma coisa tão importante assim, você pode viver muito bem sem ela. Você pode viver muito bem sem comer sorvete. Pra falar a verdade, eu acho que ninguém sabe o que é ser feliz. Ser feliz não é falar que é feliz pros outros só pra ninguém te encher o saco. Eu não sei o que é ser feliz, eu só sei que não são essas coisas aí, não. Eu sei que, na posição de infeliz e esclarecido que eu estou, essas coisas já não me enganam mais.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dicionário dos Seriemaníacos/Série Maníacos



Ontem postei um termo no meu facebook e recebi muitas mensagens de pessoas que não faziam ideia de o que era. Tive que explicar a mesma coisa umas 20 vezes. Então, em meio a Fall Seasons, Hiatos, Hypes, Pilotos, Hits, Guilty Pleasures, Mid Seasons e adjacências, às vezes até os mais maníacos dos viciados em série ficam confusos. É por isso que resolvi fazer uma "vasta" pesquisa com todos (ou pelo menos os mais comuns) os verbetes relacionados a séries. É basicamente um dicionário (na versão micro) em que você encontra a definição desses termos que fazem parte do dia-a-dia de quem assiste séries.
1×01, 1×02, 2×02… : Essa é bem fácil e fica ainda mais se visualizarmos assim: 1 (temporada)x01 (episódio na temporada). E para facilitar ainda mais, um exemplo: House 5×15, que seria o décimo quinto episódio da quinta temporada de House.
Cliffhanger (gancho): É aquele final de episódio ou temporada que corta a trama no clímax da história e nos enlouquecendo, tentando adivinhar o que vai acontecer no próximo episódio. É o tipo de final que nos obriga a assistirmos o episódio seguinte. Pense em Lost, 24 Horas ou Prison Break.
Crossover: É quando uma série cruza com outra. Geralmente são séries do mesmo canal, e a união das duas em um episódio é uma forma de aumentar a audiência de ambas. Temos como exemplo o pessoal de Private Practice aparecendo em Grey’s Anatomy, o Stewie de Family Guy aparecendo em Bones e os CSI’s das diferentes cidades se encontrando.
Emmy Tape: A banca de jurados do Emmy precisa escolher as séries que serão indicadas ao prêmio, mas é óbvio que não tem como assistir a todas as séries exibidas no momento. O que os realizadores das séries fazem? Enviam aquela fita com o melhor momento da série, o filé mesmo, pra ganhar o interesse do votante. Essa fita é a Emmy Tape.
Fall Season: É a época do ano em que grande parte das principais séries voltam a ser exibidas nos EUA. O nome fall season faz referencia a estação do ano em que isso acontece, o outono (fall), que para o hemisfério norte começa em setembro. É quando volta House (Luto pelo término), Greys Anatomy e etc.
Fierce: Basicamente, é algo foda. É a abertura de Elementary, é o final de temporada de Prison Break, é uma decaptação em Game of Thrones. É um foda "pra-frentex" (termo um pouco tenso), se é que me entendem.
Flashback: Quando uma série retorna no tempo, para mostrar uma cena que pela linha cronológica da série já aconteceu. Geralmente representa alguma lembrança de um personagem. Alguém disse Lost?
Flashfoward: Sabe o flashback ai em cima? É a mesma coisa, só que se mostra o futuro, o que irá acontecer. O melhor exemplo é novamente Lost.
Frak: Termo criado na série Battlestar Galactica e que está sendo amplamente utilizado por série maníacos mundo a fora (essa eu não conhecia). Basicamente significa fuck, aqui poderia ficar como foda-se ou porra, algo assim.
Guilty Pleasure: É aquela série que você adora assistir, mas morre de vergonha e esconde isso de todos os seus amigos. Não se preocupe, todo mundo tem uma dessas. Se eu disser que um amigo meu assiste Glee, vocês acreditam? Pois é, não sou eu e nem posso contar quem é, senão ele me mata.
Hiato: Alguns seriados ficam um tempo sem serem exibidos durante sua temporada regular, tanto pode ser algumas semanas, como até meses. Esse intervalo é chamado de hiato. Como exemplo, temos Prison Break, que interrompia sua temporada durante meses, enquanto era exibida a temporada de 24 Horas.
Hit: Um sucesso. A série que mais deu certo durante uma temporada, que caiu no gosto dos blogueiros. Uma Game of Thrones.
Hype: É a famosa fofoca, os comentários de boca a boca que uma série traz. Às vezes corresponde, como em Glee, às vezes é uma decepção, como em Fringe. Não dá pra confiar muito no hype.
Jump the Shark: Ao pé da letra, “pular o tubarão”. Surgiu em um episódio de Happy Days, onde o personagem Fonzie pulou um tubarão em uma cena. O sentido mesmo é quando você está acompanhando sua série ótima, e de repente acontece algum evento tão ruim, mas tão ruim que faz com que a série toda vá ladeira abaixo, e nunca mais volte a ser boa. Como exemplos temos a Two and a half men sem Charlie Sheen, a tia Vivian de Um Maluco no Pedaço sendo trocada, entre outras.
Lead in: É o programa que é exibido antes de outro, geralmente com a missão de manter a audiência do que vem a seguir. Por exemplo, quando American Idol, que possui grande audiência, está sendo exibido, ele é o lead in das séries que vem em seguida, que são favorecidas pelo grande público que assiste o reality show. Mais do que tudo, é um conceito estratégico para maior alcance de público. Outro exemplo é Grey’s Anatomy, que é lead in de Private Practice.
Lead out (ver lead in): Se lead in é o programa que vem antes, lead out é o que vem depois, com a missão de reter a audiência do que foi exibido antes. Pode ser extremamente bem sucedido, como a dobradinha NCIS e The Mentalist, ou desastroso, como quando exibiram The OC depois de American Idol.
Mid Season: É a baixa temporada do mundo das séries. As temporadas dos principais shows terminaram e só devem voltar em setembro, quando a Fall Season recomeça. Mas não precisa entrar em desespero. Só porque todas as séries que você assiste estão em hiato, não significa que a Mid Season seja o fim do mundo. Esse ano, por exemplo, a Mid Season exibiu a segunda temporada de True Blood.
Mid Season Finale: O motivo de fazer esse texto. É o episódio que vem antes do hiato de uma série. Ainda não é o season finale, já que a temporada não acabou, mas por geralmente terminar com um gancho, para prender a audiência durante o período em que a série ficará afastada, é considerado como um mini-finale. Exemplo: The Walking Dead, que terá sua temporada interrompida e só volta no final de Janeiro/2013, se o mundo não acabar é claro. O último episódio exibido antes da pausa é o Mid Season Finale.
MVP: É a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.
Nielsen: Nielsen seria o IBOPE, dos seriados americanos, só que medido em milhões de telespectadores, não em pontos. Simples assim.
Piloto: O primeiríssimo episódio que uma série produz. Muitas vezes, o piloto serve como um teste, podendo até ter seus rumos modificados nos episódios seguintes, de acordo com a resposta do público. Não é raro ver os pilotos vazarem antes mesmo das séries estrearem.
Season Finale: Basicamente é o último episódio da temporada de um seriado que irá continuar a ser exibido.
Season Premiere: Se uma série estreante passou no teste e irá voltar numa segunda temporada, a partir de então, todo primeiro episódio da temporada será conhecido por season premiere.
Series Finale: É o último episódio de uma série. Tanto pode ser planejado e fechando as pontas da história, como pode simplesmente acabar sendo um episódio qualquer, quando ela é cancelada abruptamente. Por exemplo: Heroes.
Series Premiere: É o início de uma série. Basicamente a exibição da versão final do piloto.
Shipper: Derivado da palavra relationship (relacionamento em inglês) é como se denominam as pessoas que torcem para que um casal de alguma série ficar junto. Acredita-se que o termo tenha surgido entre os fãs de X-Files, que torciam pelo romance entre Mulder e Scully. Os fãs ainda criam nomes para os seus ships (como são chamados os casais) favoritos, em House, por exemplo, Cuddy e House viraram Huddy, ou House e Wilson, que virou Hilson.
Showrunner: É o todo poderoso de uma série, ou para ser mais especifico, o produtor que tem a decisão final em todas as questões da série. Geralmente essa pessoa é também roteirista da série. Um bom exemplo é o do FILHO DA PUTA Chuck Lorre, diretor, produtor e manda chuva de Two and a half men. Mas temos também o Joss Whedon, Josh Schwartz…
Spin-Off : É uma série que deriva de outra. Pode acontecer quando algum personagem é tão carismático, e a série faz tanto sucesso que ele engata um programa próprio, como a Addison, que saiu de Grey’s Anatomy para estrelar sua própria série, como o mesmo personagem, em Private Practice. Como exemplos também temos Angel, que saiu de Buffy, e os milhões de filhotes de CSI, que saíram do original.
Spoiler: Traduzindo do inglês Spoiler, que vem do verbo “to spoil”, é estragar alguma coisa. No mundo das séries Spoiler é uma informação sobre o que vai acontecer no programa que estraga toda a surpresa para quem ainda não assistiu. Vamos dar o exemplo de um amigo meu chamado Roberto Ruiz, que ama dar spoilers pras pessoas.
Temporada (season): É um conjunto de episódios de uma série. Todo ano temos esse conjunto sendo exibido. Então, normalmente, uma temporada é igual a ano. Ou seja, tu pode chamar de segunda temporada ou ano dois. Tanto faz, o que interessa mesmo é que normalmente esse conjunto fica entre 20 a 26 episódios. Se for de TV a cabo normalmente diminui, algo entre 12. Se for inglesa, se prepare para míseros 6 episódios por temporada.
Upfront: É aquele momento em que as emissoras dão apresentações oficiais para revelar os novos projetos, novos rumos e, mais importante que tudo, o que foi cancelado e o que volta para nova temporada. Mais emocionante que apuração de escola de samba, temos como exemplo o caso de Chuck, que ficou na berlinda até o último segundo.

Bônus: Se vocês procurarem pelo termo "seriemaníaco" ou "Série maníaco", na 3ª página de fotos estarei lá... Que louco não?!
Espero que tenham gostado, deu um trabalhinho, mas valeu a pena. Até depois e se cuidem.

domingo, 25 de novembro de 2012

O mundo dá voltas?


E quantas pessoas falaram e me apontaram sobre minhas atitudes, sobre minhas decisões.
Disse que era errado, que eu fazia alguém sofrer, fazia alguém chorar.
Só eu sei o quanto me falaram disso, pensei muito sobre, muito mesmo.
Por diversas vezes duvidei da minha decisão.
Sexta tive minha "resposta".
Não fiquei feliz pelo que descobri, mas sei agora que tudo que me falaram não é e talvez nunca tenha sido verdade.
Agora me pergunto, onde foi parar todo aquele amor?
O pra sempre, sempre acaba?
O mundo dá voltas?
Talvez sim, talvez não, mas o que importa, é que a tristeza impera e as lágrimas caem.
Ninguém é feliz realmente nessa vida. Ansiamos coisas que não existem, nos contentamos com a tristeza, porque essa sim é real.
Todas as outras coisas apenas fingem parecer melhores que a tristeza.
As lágrimas caem por onde não se devem mais percorrer, por quem não merece mais cair.
As lágrimas só cairão o tempo necessário até que uma falsa ilusão apareça e me faça esquecer dessa tristeza que aperta meu coração.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Caos


E no meio de todo o apocalipse dos "últimos dias", no meio de toda a gritaria e pânico.
No meio de todos os murmúrios e lástimas, pedidos e desistências, esperanças e descrenças.
No meio do caos, você descobre a paz, a raiva, o ódio, a tristeza, o amor, a alegria. 
Todos os sentimentos de uma só vez, tudo o que você deseja aprender em toda sua vida.

No meio de todo o mar de fogo, você acorda como se nada tivesse acontecido, como se seu sonho nunca tivesse existido.
Se senta, olha para um lado e para o outro, estica as costas e se levanta.
Caminha até o computador, descobre que são 4 da manhã se senta diante dele e grita mentalmente:
EU VOLTEI!
Como uma Fênix quando ressurge da cinzas, uma águia pronta para o ataque.
Você nunca se sentiu tão vivo em toda sua vida e resolve mudar sua maneira de ver o mundo ao seu redor.
E espera que isso dê certo.
E antes que o dia/vida termine você grita para si mesmo:
EU VOLTEI!