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domingo, 26 de maio de 2013

28 Coisas que os Homens adorariam que as Mulheres soubessem


1. Fale o que pensa. Não é por mal, mas não somos muito bons com indiretas;
2. Quando fizermos uma cagada, fale – uma vez;
3. Eu sinto tesão por você, não pela sua prima ou pela sua vizinha;
4. Manere nas sua sobrancelha. Uma linha fina em cima do olho não é bonito;
5. Você fica extremamente sexy com aquele seu pijama velhinho de algodão;
6. Não tenha medo de dispensar a maquiagem – natural é sempre mais sexy;
7. Vocês mentem muito mal quando dizem que está tudo bem – nós sabemos que não está, só não sabemos o que aconteceu;
8. Você pode me chamar pra transar a hora que quiser. De verdade;
9. Masturbação me dá 1/10 do prazer que sinto no sexo com você. Acredite;
10. Não tem som melhor no mundo do que ouvir você tendo um orgasmo;
11. Quando vocês ficam bravas com coisinhas pequenas e insignificantes, nós questionamos sua inteligência;
12. Se eu te dou opinião quando você está se arrumando, significa que você está muito atrasada;
13. Não me peça pra te ajudar a escolher com qual roupa vai sair. Eu provavelmente vou fazer uma escolha ruim e a gente vai se atrasar ainda mais;
14. Mas me dar duas ou três opções de roupa já são outros 500, desde que você troque de roupa na minha frente. Bem devagarzinho;
15. Adoramos quando vocês fazem rabo de cavalo;
16. Celulite ou lingerie feia ou bege só nos incomodam se estiverem em um estado muito crítico;
17. Uma passada de mão inesperada é sempre bem-vinda, até em lugares públicos. Principalmente em lugares públicos;
18. Você pode escolher o filme, mas tem que ter um motivo para querer vê-lo;
19. Quando você me chama no chat do trabalho “só pra falar um oi” eu não estou realmente prestando atenção – estou checando meu e-mail;
20. Não espere que tenhamos uma conversa por SMS, a não ser que inclua a palavra “esperando” e “pelada”;
21. Sempre que quiserem cozinhar, irão nos fazer feliz;
22. Nós temos um alarme de perigo iminente que sempre dispara quando vocês perguntam:“Você acha aquela mulher bonita?”;
23. Não confie na gente para mantê-las atualizada sobre as fofocas;
24. Não, eu não me lembro o que ele disse depois. Nem o que ela disse. Nem me lembro do homem de camisa roxa perto da porta. Somos ruins em detalhes;
25. Tenha opinião própria, não me pergunte se está gorda se já sabe a resposta;
26. Não grite, nem com suas amigas. Isso não é legal, mesmo;
27. Aprenda a jogar videogame, nossos finais de semana teriam uma emoção a mais;
28. Às vezes, nós nos perguntamos porque mulheres tão incríveis querem ficar com a gente, seres tão inferiores. Então, obrigado mais uma vez.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dicionário dos Seriemaníacos/Série Maníacos



Ontem postei um termo no meu facebook e recebi muitas mensagens de pessoas que não faziam ideia de o que era. Tive que explicar a mesma coisa umas 20 vezes. Então, em meio a Fall Seasons, Hiatos, Hypes, Pilotos, Hits, Guilty Pleasures, Mid Seasons e adjacências, às vezes até os mais maníacos dos viciados em série ficam confusos. É por isso que resolvi fazer uma "vasta" pesquisa com todos (ou pelo menos os mais comuns) os verbetes relacionados a séries. É basicamente um dicionário (na versão micro) em que você encontra a definição desses termos que fazem parte do dia-a-dia de quem assiste séries.
1×01, 1×02, 2×02… : Essa é bem fácil e fica ainda mais se visualizarmos assim: 1 (temporada)x01 (episódio na temporada). E para facilitar ainda mais, um exemplo: House 5×15, que seria o décimo quinto episódio da quinta temporada de House.
Cliffhanger (gancho): É aquele final de episódio ou temporada que corta a trama no clímax da história e nos enlouquecendo, tentando adivinhar o que vai acontecer no próximo episódio. É o tipo de final que nos obriga a assistirmos o episódio seguinte. Pense em Lost, 24 Horas ou Prison Break.
Crossover: É quando uma série cruza com outra. Geralmente são séries do mesmo canal, e a união das duas em um episódio é uma forma de aumentar a audiência de ambas. Temos como exemplo o pessoal de Private Practice aparecendo em Grey’s Anatomy, o Stewie de Family Guy aparecendo em Bones e os CSI’s das diferentes cidades se encontrando.
Emmy Tape: A banca de jurados do Emmy precisa escolher as séries que serão indicadas ao prêmio, mas é óbvio que não tem como assistir a todas as séries exibidas no momento. O que os realizadores das séries fazem? Enviam aquela fita com o melhor momento da série, o filé mesmo, pra ganhar o interesse do votante. Essa fita é a Emmy Tape.
Fall Season: É a época do ano em que grande parte das principais séries voltam a ser exibidas nos EUA. O nome fall season faz referencia a estação do ano em que isso acontece, o outono (fall), que para o hemisfério norte começa em setembro. É quando volta House (Luto pelo término), Greys Anatomy e etc.
Fierce: Basicamente, é algo foda. É a abertura de Elementary, é o final de temporada de Prison Break, é uma decaptação em Game of Thrones. É um foda "pra-frentex" (termo um pouco tenso), se é que me entendem.
Flashback: Quando uma série retorna no tempo, para mostrar uma cena que pela linha cronológica da série já aconteceu. Geralmente representa alguma lembrança de um personagem. Alguém disse Lost?
Flashfoward: Sabe o flashback ai em cima? É a mesma coisa, só que se mostra o futuro, o que irá acontecer. O melhor exemplo é novamente Lost.
Frak: Termo criado na série Battlestar Galactica e que está sendo amplamente utilizado por série maníacos mundo a fora (essa eu não conhecia). Basicamente significa fuck, aqui poderia ficar como foda-se ou porra, algo assim.
Guilty Pleasure: É aquela série que você adora assistir, mas morre de vergonha e esconde isso de todos os seus amigos. Não se preocupe, todo mundo tem uma dessas. Se eu disser que um amigo meu assiste Glee, vocês acreditam? Pois é, não sou eu e nem posso contar quem é, senão ele me mata.
Hiato: Alguns seriados ficam um tempo sem serem exibidos durante sua temporada regular, tanto pode ser algumas semanas, como até meses. Esse intervalo é chamado de hiato. Como exemplo, temos Prison Break, que interrompia sua temporada durante meses, enquanto era exibida a temporada de 24 Horas.
Hit: Um sucesso. A série que mais deu certo durante uma temporada, que caiu no gosto dos blogueiros. Uma Game of Thrones.
Hype: É a famosa fofoca, os comentários de boca a boca que uma série traz. Às vezes corresponde, como em Glee, às vezes é uma decepção, como em Fringe. Não dá pra confiar muito no hype.
Jump the Shark: Ao pé da letra, “pular o tubarão”. Surgiu em um episódio de Happy Days, onde o personagem Fonzie pulou um tubarão em uma cena. O sentido mesmo é quando você está acompanhando sua série ótima, e de repente acontece algum evento tão ruim, mas tão ruim que faz com que a série toda vá ladeira abaixo, e nunca mais volte a ser boa. Como exemplos temos a Two and a half men sem Charlie Sheen, a tia Vivian de Um Maluco no Pedaço sendo trocada, entre outras.
Lead in: É o programa que é exibido antes de outro, geralmente com a missão de manter a audiência do que vem a seguir. Por exemplo, quando American Idol, que possui grande audiência, está sendo exibido, ele é o lead in das séries que vem em seguida, que são favorecidas pelo grande público que assiste o reality show. Mais do que tudo, é um conceito estratégico para maior alcance de público. Outro exemplo é Grey’s Anatomy, que é lead in de Private Practice.
Lead out (ver lead in): Se lead in é o programa que vem antes, lead out é o que vem depois, com a missão de reter a audiência do que foi exibido antes. Pode ser extremamente bem sucedido, como a dobradinha NCIS e The Mentalist, ou desastroso, como quando exibiram The OC depois de American Idol.
Mid Season: É a baixa temporada do mundo das séries. As temporadas dos principais shows terminaram e só devem voltar em setembro, quando a Fall Season recomeça. Mas não precisa entrar em desespero. Só porque todas as séries que você assiste estão em hiato, não significa que a Mid Season seja o fim do mundo. Esse ano, por exemplo, a Mid Season exibiu a segunda temporada de True Blood.
Mid Season Finale: O motivo de fazer esse texto. É o episódio que vem antes do hiato de uma série. Ainda não é o season finale, já que a temporada não acabou, mas por geralmente terminar com um gancho, para prender a audiência durante o período em que a série ficará afastada, é considerado como um mini-finale. Exemplo: The Walking Dead, que terá sua temporada interrompida e só volta no final de Janeiro/2013, se o mundo não acabar é claro. O último episódio exibido antes da pausa é o Mid Season Finale.
MVP: É a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.
Nielsen: Nielsen seria o IBOPE, dos seriados americanos, só que medido em milhões de telespectadores, não em pontos. Simples assim.
Piloto: O primeiríssimo episódio que uma série produz. Muitas vezes, o piloto serve como um teste, podendo até ter seus rumos modificados nos episódios seguintes, de acordo com a resposta do público. Não é raro ver os pilotos vazarem antes mesmo das séries estrearem.
Season Finale: Basicamente é o último episódio da temporada de um seriado que irá continuar a ser exibido.
Season Premiere: Se uma série estreante passou no teste e irá voltar numa segunda temporada, a partir de então, todo primeiro episódio da temporada será conhecido por season premiere.
Series Finale: É o último episódio de uma série. Tanto pode ser planejado e fechando as pontas da história, como pode simplesmente acabar sendo um episódio qualquer, quando ela é cancelada abruptamente. Por exemplo: Heroes.
Series Premiere: É o início de uma série. Basicamente a exibição da versão final do piloto.
Shipper: Derivado da palavra relationship (relacionamento em inglês) é como se denominam as pessoas que torcem para que um casal de alguma série ficar junto. Acredita-se que o termo tenha surgido entre os fãs de X-Files, que torciam pelo romance entre Mulder e Scully. Os fãs ainda criam nomes para os seus ships (como são chamados os casais) favoritos, em House, por exemplo, Cuddy e House viraram Huddy, ou House e Wilson, que virou Hilson.
Showrunner: É o todo poderoso de uma série, ou para ser mais especifico, o produtor que tem a decisão final em todas as questões da série. Geralmente essa pessoa é também roteirista da série. Um bom exemplo é o do FILHO DA PUTA Chuck Lorre, diretor, produtor e manda chuva de Two and a half men. Mas temos também o Joss Whedon, Josh Schwartz…
Spin-Off : É uma série que deriva de outra. Pode acontecer quando algum personagem é tão carismático, e a série faz tanto sucesso que ele engata um programa próprio, como a Addison, que saiu de Grey’s Anatomy para estrelar sua própria série, como o mesmo personagem, em Private Practice. Como exemplos também temos Angel, que saiu de Buffy, e os milhões de filhotes de CSI, que saíram do original.
Spoiler: Traduzindo do inglês Spoiler, que vem do verbo “to spoil”, é estragar alguma coisa. No mundo das séries Spoiler é uma informação sobre o que vai acontecer no programa que estraga toda a surpresa para quem ainda não assistiu. Vamos dar o exemplo de um amigo meu chamado Roberto Ruiz, que ama dar spoilers pras pessoas.
Temporada (season): É um conjunto de episódios de uma série. Todo ano temos esse conjunto sendo exibido. Então, normalmente, uma temporada é igual a ano. Ou seja, tu pode chamar de segunda temporada ou ano dois. Tanto faz, o que interessa mesmo é que normalmente esse conjunto fica entre 20 a 26 episódios. Se for de TV a cabo normalmente diminui, algo entre 12. Se for inglesa, se prepare para míseros 6 episódios por temporada.
Upfront: É aquele momento em que as emissoras dão apresentações oficiais para revelar os novos projetos, novos rumos e, mais importante que tudo, o que foi cancelado e o que volta para nova temporada. Mais emocionante que apuração de escola de samba, temos como exemplo o caso de Chuck, que ficou na berlinda até o último segundo.

Bônus: Se vocês procurarem pelo termo "seriemaníaco" ou "Série maníaco", na 3ª página de fotos estarei lá... Que louco não?!
Espero que tenham gostado, deu um trabalhinho, mas valeu a pena. Até depois e se cuidem.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Minha vida!



Oi, como vão vocês?! Eu vou bem, obrigado!Faz muito tempo que não posto nada meu aqui, acho que hoje é o dia propício pra se fazer isso.Vou contar-lhes como vai minha vida desde a última vez que nos falamos.

Estou fazendo agora o 4º semestre de Gestão Ambiental, nesse semestre estou fazendo NOVE cadeiras, ou seja, MUITA coisa pra estudar. Ainda estou fazendo estágio no LIAMAR, que é um laboratório de análises físicas, químicas e microbiológicas do IFCE. Comecei a trabalhar como professor de Biologia em dois locais, no CPQT e também no Colégio Piamarta, nesse segundo como um programa de extensão do próprio IFCE. Mas atualmente só estou em um que é no Piamarta, porque o outro é muito puxado pra rotina que eu tava e o coordenador queria que eu ficasse mais horas lá e tudo mais. Enfim, nesse exato momento o que eu faço? Eu tenho 9 cadeiras, estagiando no LIAMAR e dando aula de Biologia no Piamarta. O que eu estou querendo fazer nesse momento pra frente é: Continuar dando aula, continuar no laboratório, passar nas 9 cadeiras (vou conseguir) e terminar o projeto que ainda nem comecei (Projeto sobre modos de usar Zooplânctons como Bioindicadores de qualidade ambientais dos corpos hídricos).

Mudando um pouquinho de foco, vamos do lado profissional para o lado social. Não tenho vida social! Isso é um fato, faz MUITO tempo que não saio com os meus amigos. Devido a muitas coisas, namorada, trabalho, estudos e tudo mais. Sempre tive muita falta de tempo e sempre quem pagou por isso foram as pessoas que me rodeiam, todas, sem excessão de ninguém. Estou tentando seriamente organizar meus horários, pra conseguir fazer tudo que estou fazendo e ainda ter tempo pra descansar. Vi uma tirinha uma vez que depois que você entra na faculdade você tem 3 opções (Notas altas, Vida Social, Descanso total) e você só pode escolher duas das três, eu estou tentando escolher todas três, mas preciso me organizar, coisa que não fazia antes. Enfim, sei que alguns amigos meus leem esse blog (na realidade não sei como essa porra tem tanto acesso já que sei que quase ninguém lê isso), então vai um aviso pra vocês, vou ver vocês de novo... Eu prometo!

Mudando mais um pouquinho de assunto, vamos pra minha vida amorosa. Estou solteiro. Isso mesmo, depois de tanto tempo estou solteiro. Queria muito que não estivesse solteiro (mesmo), mas fazer o quê né?! Eu ainda amo ela, muito mesmo, mas por muitos e muitos desentendimento, nenhum de nós dois dá o braço a torcer, sempre brigamos (principalmente ultimamente), tanto que nesse quase 1 ano que namoramos (ficamos juntos cerca de 1 ano e 2 meses, juntando namoro + tempo que só ficamos) terminamos 5 vezes. Só pra constar, não vou contar o porquê de termos terminado porque primeiro, é uma história complicada, segundo que é pessoal (^^).  Enfim, espero realmente que seja realmente feliz, se não for comigo, que seja com alguém que faça ela feliz.Colocar aqui um frase que sempre escutei dela: "No fim sempre dá certo, se ainda não deu é porque não é o fim!".

Mudar pro último assunto do texto, minha vida pessoal.
Agora com  21 anos (já que fiz aniversário dia 21 de março), 5 quilos a menos desde que comecei com o projeto #ExGordoModeON, fiquei feliz porque emagreci isso e ainda emagrecerei mais, pelo menos eu espero. Ah, desculpem se não postei mais nada sobre o projeto, é minha falta de tempo habitual, mas vou postar, assim que tiver tempo. Ah, finalmente comecei a jogar Rugby. Depois de muita insistência da Thaís Carvalho, e o pior, gostei pra caralho do esporte, mesmo jogando handebol a 13 anos e sabendo que consigo levar porrada sem cair, no Rugby não dá, a porradas são BEM mais pesadas, mas é muito foda o esporte (esqueci de tirar foto pra mostrar pra vocês meus hematomas depois do treino, mas da próxima vez eu tiro). Não sei se tinha dito pra vocês, mas eu voltei (de novo) a jogar handebol, sempre amando o esporte, raramente eu consigo ter tempo pra jogar, mas eu voltei. AH também queria falar que tenho muita vontade de fazer um Vlog também, mas preciso de uma câmera decente pra fazer, então se quiserem me dar essa, essa ou essa, eu aceito como presente atrasado de aniversário.

Acho que era só isso que tinha pra falar pra vocês, espero que tenham gostado do texto, assim que tiver tempo postarei mais coisas, não sobre mim é claro, postarei coisas interessantes. Até mais e se cuidem!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

4 desenhos animados traumatizantes da sua infância

O mundo em que vivemos dá uma ênfase absurda à proteção das crianças — o que faz algum sentido, aliás, já que acredita-se que elas são a única esperança para o futuro. Eles que se fodam consertando a camada de ozônio.
Tampas pra cobrir tomadas, frascos de remédios que exigem uma combinação delicada de movimentos para serem abertos, filmes pornôs cuidadosamente guardados numa salinha especial nas locadoras, longe dos olhos da criançada… a nossa civilização desenvolveu diversas práticas ao longo dos séculos pra garantir a segurança física e mental da criançada.
Diz-se até que, atualmente, a onda do politicamente correto levou essa prática ao extremo. “A nossa juventude não era tão segura“, dizemos em tom de desdém quando nos lembramos que brincávamos com bombinhas e assistíamos a bunda molhada da Luiza Ambiel na banheira do Gugu.

Isso aí era programa familiar de domingo à tarde
Há um tom de verdade nisso. Para pra pensar aí: nós nascidos nos anos 90 tínhamos como heróis Robocop e Rambo — respectivamente, um policial assassinado que é mantido vivo como uma grotesca aberração tecnológica e um veterano da guerra do Vietnã com surtos psicóticos. Tinha até desenho animado disso, porra!
Eu tava pensando nisso outro dia e soltei um audível “puta que pariu!”. Como é que os malucos fazem desenho animado do RAMBO, meu amigo?!
Voltando ao assunto: os desenhos animados, como mídia voltada exclusivamente pra criançada, deveria ser o último reduto de conteúdo inquestionável e puro para as frágeis psiques das criancinhas.
Só que aí eu parei pra lembrar dos desenhos que eu assisti quando moleque e percebi que mesmo os desenhos “apropriados para crianças” tinham o potencial pra traumatizar toda uma geração. Acompanhe.

Andy Panda em “A Maçã do Ego” (Up Jumped the Devil)
Andy Panda era um daqueles amiguinhos sem graça do Pica-Pau que ganhavam episódios exclusivos por algum sistema de cotas ou algo assim. Neste episódio, o urso se vê num dilema ético — roubar ou não roubar as deliciosas maçãs de um pomar particular. Pra ilustrar o dilema, o desenho utiliza a ferramenta clássica da representação visual da batalha entre o id e o super-ego, caracterizados respectivamente por um diabinho e um anjinho.
De um lado, o id — o impulso animalesco em satisfazer todas as suas vontades, ou seja, o diabinho. Do outro, o super-ego — a nossa voz interna moralista que freia tais impulsos. Isso é, o anjinho panaca do desenho.
O anjinho (viu como ele era meio panaca?) tenta impedir a todo custo que Andy caia nas garras de Belzebu, mas não tem jeito. Tentado pela fome, o Andy acaba comendo as maçãs — que estavam verdes, mas foram pintadas de vermelho por Satanás pra parecerem maduras.
O Panda come uma pilha de maçãs maior que ele mesmo e começa a passar mal. O desenho parece insinuar que ele passou mal em virtude de comer muito (por que outro motivo eles mostrariam o fade entre a cena que mostra algumas maçãs no chão, contrastando com as várias que ele acabou comendo?), embora pareça bem mais plausível que ele tenha sido envenenado por toda a tinta que cobria as frutas.
O Panda “morre” e vai pro inferno, onde é torturado cruelmente pelo Tinhoso. Finalmente é trazido de volta à vida (ou acordado de uma alucinação, o desenho não é tão claro). O anjinho desconta no Pé Preto todo o abuso que recebeu no começo do desenho e depois vai embora com o Panda. O episódio acaba.
Esse desenho é perturbador porque ao contrário de outras figuras clássicas de terror (vampiros, lobisomens, e os outros monstros que que não foram bastardizados na “saga” Crepúsculo), o diabo é “real” (atente as aspas, ein). Ele poderia estar bem do seu lado no momento em que você assiste esse desenho.
O episódio das maçãs do Andy Panda era um lembrete sombrio da “realidade espiritual” ao seu redor — enquanto você está aí se divertindo vendo um desenho animado, O Lúcifer está salivando de forma quase sexual pela sua alma.
O Pica-Pau MalucoExistiam dois Pica-Paus. Um era o Pica-Pau espertalhão, o troll que vivia infernizando os coadjuvantes do desenho…
Este era provavelmente o seu favorito
…e tinha o outro Pica-Pau. O outro Pica-Pau cuja aparição já deixava claro que aquele não seria um episódio bacana.
Meio maluco e meio viado, aparentemente
O que acontece é que o Pica-Pau Maluco foi o primeiro design do personagem, em 1940. O Pica-Pau mais bacana que a gente preferia veio bem mais tarde, na década de 60.
O problema é que não tínhamos como saber isso na época, pra gente era tudo contínuo. E o resultado é que um dia víamos um Pica-Pau espertalhão, aprontando mil e uma confusões engraçadas com um jeitinho Troll que encaixava como uma luva no público brasileiro…
…e em outros dias víamos um Pica-Pau completamente demente, que infernizava personagens aleatórios sem razão ou rima, apenas pra escrotizar.
Era como se estivéssemos presenciando um portador de esquizofrenia que de vez em quando perde os remédios. A perversão da figura conhecida do Pica-Pau (não apenas seu comportamento era distorcido; a própria aparência dele era levemente diferente) causa um efeito curioso de dissonância cognitiva que confundia a cabeça da criança. Ver a imagem familiar tão distorcida é uma situação tão desconfortável quanto interromper o banho pra cagar numa privada sem assento.
Pelo menos isso nos preparou pra lidar com essa gente maluca com quem interagimos todo dia. Mas que era estranho, era.
Malévola, de Bela AdormecidaA dicotomia do bem e mal é uma constante narrativa; estamos completamente programados a ver o mundo dessa forma maniqueísta dos “mocinhos” contra os “vilões”. Acontece que tem o mal cartunesco, e tem mal satânico traumatizante.
Mal satânico traumatizante
A Malévola, a bruxa malvada do Bela Adormecida, é um exemplo de crueldade que deixaria o próprio Lúcifre escandalizado. Vamos recapitular a história do filme:
O Rei e a Rainha tiveram um bebê. Eles convidam todo o reino para celebrar o nascimento da princesinha, mas não convidam a bruxa. Ela aparece do nada e, por puro despeito, condena UM BEBÊ A MORTE.
A magia da mulher é tão potente que as fadas boazinhas não podem nem anular a parada; o máximo que dá pra fazer é abrir uma ressalva na maldição jogada pela macumbeira lá, que reverte a pena de morte pra um sono profundo que será quebrado se ela for beijada.
A mulher fez isso tudo simplesmente porque não foi convidada pra uma festa.
O visual e a atuação da bruxa era de arrepiar, também. Pra tornar a coisa ainda mais confusa na cabeça duma criança, a bruxa malvada era toda bonita, maquiada e o caralho, quando o figurino geralmente pede que o mal seja feioso e não-atraente.  Compare-a com as outras vilãs da Disney: Cruella De Vil? Horrorosa. Úrsula? Feia E gorda. Lady Tremaine? Uma velha emperiquitada. Já a Malévola tinha um jeitão de MILF.
Rola aquele esquema de dissoância cognitiva de novo — a figura reprovável não deveria ser atraente. É uma nuance interessante.
A ambientação das cenas dela eram particularmente sombrias:
Como falei no começo, estamos acostumados a ver representaçãos do mal em filmes e desenhos animados. Acontece que a Malévola vai um passo além na interpretação, motivação e visual das cenas da personagem — e ainda por cima devia ficar gatinha de bikini.
Aliás, olha a inversão de valores: as fadas madrinhas boazinhas é que eram velhas e gordas! 
Diz aí, tu preferia comer a Primavera ou a Malévola?
Não é a toa que a Malévola encabeça tantas listas de piores vilões da Disney.
Elefantes cor de rosa do Dumbo bêbadoLembra de Dumbo? Claro que não, é um filme antigo pra caralho (não que os outros citados aqui não sejam, mas eles têm relevância cultural mais proeminente que Dumbo). 
Mas que carinha mais ESMURRÁVEL essa do Dumbo ein
Eu só lembro de duas coisas sobre o filme — do elefantinho titular, que tinha um rosto que na época estampou muitos papéis de carta perfumado que as meninas dos anos 90 tinham o aborrecente hábito de colecionar, e da cena dos elefantes cor-de-rosa. E eu aposto que são as duas únicas coisas que você lembra, também, tão insignificante foi o filme pra nossa memória coletiva.
Pros moleques de 13 anos que tão lendo o Vida de Marinho, a cena começa com o Dumbo e seu amiguinho — que não merece nem uma googleada pra descobrir o nome — bebendo água que, sem o conhecimento deles, havia sido misturada com champanhe. O resultado é a cena psicodélica abaixo:
A opinião sobre a sequência é quase unânime: não conheço uma pessoa sequer que não tenha ficado com medo da cena quando a viu pela primeira vez. A aparição súbita dessa bizarra manada de elefantes cor de rosa intangíveis com imensos olhos pretos cantando e dançando é desconcertante.
Em um determinado momento os elefantes formam um Megazord que marcha em direção ao espectador, a sequência fechando com os grandes olhos pretos que, distorcidos em uma feição maldosa, encaram a criancinha do outro lado da tela.
Bota isso aí pro seu filho de 4 ou 5 anos assistir e me diz o que acontece.
Existe um motivo pelo qual a maioria dos screamers (aqueles vídeos de susto que apenas filhos da puta espalham pela internet) geralmente trazem imagens de pessoas com olhos pretos. Tipo essa aqui, ó:
Esse é o mesmo motivo pelo qual os aliens greys clássicos são assustadores. O efeito trata-se de um exemplo um pouco mais suave de body horror, ou seja, imagens que provocam desconforto por mostrar o corpo humano de forma que você sabe que ele não deveria ser.
Todos os seres humanos têm um sistema embutido sofisticado de reconhecimento facial. Este sistema depende de pistas visuais que milhares de anos de evolução instalaram no sistema operacional que roda aí na sua cachola. Ao ver um rosto, esses pistas visuais (nariz, boca, olhos) disparam na tua cabeça uma rotina de reconhecimento que resulta na mensagem mental “ah, beleza, é outro ser humano como eu. É o Joel, aliás. E aí Joel, beleza?“.
Acontece que a falta de uma dessas pistas visuais causa um bug que ou confunde o seu cérebro, ou provoca rejeição psicológica. Quer ver como eu posso facilmente dar um Error System no teu cérebro, explorando essa falha no nosso software de reconhecimento facial?
Essa imagem já é rodada na web, você provavelmente já a conhecia. Estamos acostumados a ver dois olhos e uma boca; isso é uma tarefa que nossos cérebros executam desde que nascemos. Ao ver uma imagem que deveria ser tão familiar com olhos e bocas a mais, o sistema de reconhecimento facial trava e o seu cérebro dá um CTRL+ALT+DEL nele. O resultado é que é impossível olhar pra essa imagem sem sentir que seus olhos estão se retorcendo.
Ah é, e tem isso também. O seu cérebro, como todo chefe, joga a merda pros funcionários de baixo. Assim, ele culpa os olhos de estarem passando pra ele a imagem errada. É por isso que você pensa que ficou vesgo temporariamente ao olhar pra foto acima.
A sequência é tão infame que a maioria dos comentários no youtube disserta sobre quão assustado o sujeito ficou quando a viu pela primeira vez. E “ver elefantes cor de rosa” se cunhou como  expressão que descreve halucinações etílicasE isso era pra ser uma porra dum filme infantil.
Quer saber, meu futuro filho vai assistir é Rambo e Robocop mesmo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Grandes lendas da SNES



Se há uma característica marcante da raça humana, além da nossa habilidade natural de não se dar bem uns com os outros, é o dom da criatividade. Duvido muito que um ser de outro mundo fosse capaz de escrever peças de teatro, compôr músicas que ficam presas nas nossas cabeças meses após termos ouvido-as pela primeira vez, ou descobrir como equilibrar um salário mínimo até o fim do mês que vem.
E a humanidade mostrou essa criatividade ao longo de sua (relativa) breve existência nesse planeta. Os nossos ancestrais primordiais combinaram pedras afiadas, cipós e paus e inventaram ferramentas que os permitiram pela primeira vez quebrar as cabeças de seus semelhantes. Os homens mesopotâmicos criaram um Deus que até hoje faz com que gente dê dez porcento do que ganha a líderes de igrejas. Nos tempos mais modernos, o homem misturou pólvora e ferro e criou as armas de fogo, excelentes ferramentas para acabar com discussões. Mais recentemente, o homem uniu computadores através de cabos e protocolos de comunicação e descobriu uma forma revolucionária de receber pornografia de graça em casa. Não precisa ser um gênio pra perceber que a criatividade humana foi a ferramenta que nos permitiu ser algo além de macacos jogando merda uns nos outros.
Criatividade é um privilégio de qualidade divina. Vemos-na em muitos locais, e ela é sempre recompensada onde é encontrada. Porém, não há um grupo mais criativo neste universo do que os jogadores de videogame. Por um motivo simples.
Basta entregar um jogo qualquer na mão de um moleque de 11-13 anos, em menos de uma hora ele jurará que existem ao menos 3 vezes mais fases do que realmente há no jogo.
Deixa eu explicar melhor.
Todas as pessoas que tem mais ou menos a minha faixa etária, ou seja, que cresceram e amaram os mesmos jogos eletrônicos que eu, devem conhecer estas fábulas a que me refiro. Promessas de segredos escondidos, profecias sobre mundos nunca antes explorados, lendas de mistérios que esperavam por você.
Parece muito importante, a despeito do fato de que na verdade não era nem um pouco. Estou falando aqui daquilo que aconteceu com todos aqui, em algum momento de suas vidas, se você possuiu um videogame: seu primo/amigo de sala/vizinho chegava pra você e contava algo sobre alguma área secreta em um jogo qualquer, e a partir daí você deixava de ser um mero jogador de videogame, mas se tornava um verdadeiro desbravador.
Todos aqui tiveram experiências do tipo, de ter ouvido sobre uma suposta fase secreta/item escondido/personagem oculto no seu jogo preferido. Tais mistérios eram confessados por um moleque cujo primo tem um amigo que pegou uma revista americana emprestada do vizinho, e que a tal revista explicava todos os passos de como atingir o Eldorado eletrônico.
E nós, claro, caíamos como patinhos. Toda vez. E passávamos boa parte de nossas infâncias procurando os tais locais misteriosos.
E é disso que esse post fala: das lendas mentirosas e dos sonhos destruídos quando descobríamos que não havia área secretíssima porra nenhuma. Algumas vezes a verdade era mais cruel; o amigo do primo do irmão do menino da escola nem existia!
A Fase na Nuvem
Essa aí esteve nos meus sonhos e pesadelos por quase 5 anos, eu já venerava Super Mario World. Dedicava todo meu tempo livre para jogar-lo. Então. Um belo dia, eu e um vizinho discutíamos sobre quem havia aberto mais fases no jogo. Falei, orgulhoso, que tinha quase todas as 97 fases destravadas no meu cartucho de Mario. O garoto soltou, com um ar de desdém, que duvidava que eu tivesse aberto a “fase na nuvem”. Perguntei, intrigado, “que fase é essa?”. Ele tomou o controle da minha mão e levou meu Mario pixelizado até o segundo mundo, você pode ver na imagem aí em cima. Tá vendo essa nuvenzinha no meio do oceano? Então. O cara jurava que tinha uma fase aí. É desnecessário dizer que eu passei boa parte da minha infância em Donut Plains, o segundo mundo de Mario, tentando achar a passagem que me levaria pra Fase na Nuvem.
A banheira do Honda
Lendas videogamísticas (sei que essa palavra NÃO existe) envolvendo partes do cenário que são supostamente interativas com o jogador são mais numerosas que a quantidade de leitores que não me dão esmolinhas (nenhum), mas a Banheira do Honda era a mais proeminente. Eu particularmente prefiria Mortal Kombat, mas como vocês já devem saber, as lendas dos jogos não se limitam aos grupos que têm afinidado com os tais jogos. Supostamente, havia uma combinação secreta que, se executada corretamente, no tempo certinho, permitia ao Honda pular dentro da banheira no fundo do cenário e lavar a bunda, ou algo do tipo. Vale lembrar nesse ponto que as lendas tinham muitas micro-variações, mas a idéia principal era sempre a mesma. Um dia, peguei Street Fighter emprestado de um amigo da escola, só pra ver se o negócio era verdade – a lenda tinha feito mais uma vítima. Imagino que pelo menos uns cinquenta mil controles de SNES foram destruídos por jogadores frustrados ao perceber que a banheira do Honda era tão inacessível pro avantajado lutador de sumô como portas, corredores e outras passagens estreitas.
A Triforce
Tenho certeza que quando leram os primeiros parágrafos do post, muitos se perguntaram se eu ia falar sobre a lendária Triforce em Zelda The Ocarina of Time. Não é pra menos; a lenda da Triforce era mais notória que Jebus, o doente mental que passa o dia inteiro lá no centro da cidade gritando contra semáforos e pedras. De longe a lenda mais bem trabalhada, a história da Triforce envolvia até mesmo, pasmem, a suposta participação da própria Nintendo! A lenda, ou ao menos a variação que ouvi, era a seguinte: um programador que trabalhou na equipe de de produção de Ocarina of Time fez, sozinho, um JOGO INTEIRO e escondeu o tal jogo, ou ao menos a passagem para ele, num artefato conhecido por gamers no mundo inteiro como Triforce. O tal programador teria morrido (e o contador da lenda sempre enfatizava o drama do cara, dando-o pestilências como hemorróidas cancerígenas ou tuberculepra leucêmica, porque afinal de contas todos tínhamos 11-14 anos e nomes complicados davam credibilidade à história) e o segredo do jogo escondido foi levado junto pra cova. A Nintendo ouviu o boato sobre o tal jogo secreto, e queria descobrir onde ele se escondia, para poder aproveitar e honrar o trabalho do programador, lançando o jogo no mercado. Obviamente a Nintendo não ia fazer algo inteligente, barato e rápido como, digamos, abrir o código fonte do jogo e localizar a anomalia. Não, não. Ao invés disso, a empresa resolveu pagar CINQUENTA MIL DÓLARES pra qualquer jogador que encontrasse a Triforce, tirasse uma foto da tela da TV e mandasse pra eles.
Essa lenda afetou a vida de muita gente. Amigos antes felizes e sorridentes viraram nada além de uma sombra do que eram antes, de tão obcecados estavam em encontrar a tal Triforce e filar os cinquenta mil paus. Tinha neguinho fazendo até planos pro dinheiro, e não tou inventando. Era uma parada semi-deprimente (não totalmente deprimente porque, em retrospecto, os caras eram otários mesmo e mereciam sofrer pela ingenuidade).
Quando Majora’s Mask, a continuação de Ocarina of Time, foi lançado, a lenda morreu. Os boateiros de plantão ainda lançaram mão de uma última tentativa de manter a saga viva, ou seja, deram uma espécie de patch na lorota: eis que de repente, “descobre-se” o sobrenome do tal programador morto era justamente MAJORA, e que o novo jogo era exatamente o mundo secreto atrás da Triforce! Como se pode ver, o engodo é realmente notável. A Lenda da Triforce foi a única mentira que conheço que passou até por update.
O Combo de 99 hits do Subzero
Esse não podia faltar, pois foi uma das lendas que mais ouvi na época gloriosa do SNES. Muitos clamavam ter alcançado o tal combo, outros diziam ter testemunhado a tal sequência, e um número equivalente alegava ter parentes que conseguiram acertar a combinação que fazia o Subzero desferir exatas noventa e nove porradas no seu inimigo. O combo de 99 hits virou uma espécie de nirvana dos videogames, um estado de espírito que apenas os mais iluminados poderiam alcançar. Até o grupo dos Grandes Mestres do MK (que era composto de malucos mais ou menos um ano mais velhos que o resto da turma e que dominavam técnicas milenares dos jogos de luta como cobrir o controle com a camisa pra facilitar o desenvolvimento dos golpes) foi pego de surpresa com o boato. Alisson, o líder não-oficial daquela "gangue" de pré-adolescentes que controlava as partidas de Mortal Kombat com punhos de ferro, foi um dos primeiros a comprar a briga contra a lenda. O moleque passou MESES jogando MK3, e após muito tempo sem notícias sobre ter conseguido ou não o tal combo, foi obrigado a inventar as próprias mentiras. Segundo ele, uma vez ele QUASE conseguiu, mas faltou energia na hora H. Quando essa lorota se tornou velha, ele passou a alegar que tinha conseguido, e que tinha dado pause no jogo (usando um cheat code que permitia pausar partidas de MK3, o que realmente existe) mas aí a mãe dele não deixou ele sair de casa pra dar as boas novas pros amigos. Como ele tava com medo de deixar o videogame ligado por muito tempo e assim foder o aparelho, acabou desligando-o.
Eu tenho minhas suspeitas a respeito dessa lenda. Imagino que alguém tenha visto Killer Instinct pela primeira vez e achado que se tratava de um outro jogo como, digamos, uma versão nova de MK (a confusão entre jogos era um fenômeno muito comum). Havia um personagem em KI, o Cinder, que quando era azul parecia ser feito inteiramente de gelo. Alguém viu o jogo de luta, o personagem de gelo e aqueles combos brutais que eram o carro chefe de Killer Instinct, e pronto. Surgiu uma lenda que, se minha teoria está correta, foi mais um engano do que uma mentira proposital.
Da forma que vejo, as lendas dos videogames não são muito diferentes das lendas sobre montros marinhos, quedas d’água no fim do mundo e muitas outras histórias similares que eram senso comum em séculos passados. Assim como os primeiros navegadores, os jogadores de videogame estão diante de um mundo (ainda que virtual) praticamente inexplorado. Superstição, ignorância e imaginação são os responsáveis para que os exploradores preencham as lacunas desconhecidas com invenções próprias. Hoje, com o advento da informação (no caso, os sites especializados que podem rapidamente confirmar ou omitir tais segredos em jogos), as lendas deram lugar ao conhecimento quase pleno.
A humanidade pode ter demorado pra descobrir que um navio não cairá num abismo sem fim ao se aproximar do “fim do mundo”, mas eu demorei mais ainda pra finalmente abrir mão do sonho de jogar numa fase nas nuvens.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Significado das siglas do "Internetês"



Olá galerinha do mal, desculpas tanto tempo sem postar nada, é que não tava com muito saco pra postar nada... Mas aí vai. Passar tantas e tantas horas na internet rodando por todos os sites possíveis ajuda você em alguma coisa, uma delas é aprender o significado de muitas e muitas siglas que vieram dos chats e sites americanos para o Brasil, e resolvi fazer uma espécie de mini dicionário das siglas do "Internetês". E o resultado foi esse:

WTF? - Significa "What the fuck?" que em português é como se fosse "Que porra é essa". Ainda tem algumas variações, como WTH? é "What the hell?".

Owned - Aproxima-se de algo como "Humilhado".
Pwned - A mesma coisa que o de cima, porém com mais impacto.
LOL - "Laughing Out Loud" ou "Lot of Laughing" (Rindo Muito, Rindo Alto, etc). O "LOL" tem vários derivados como lulz, lolz, lololol, etc
Lvl - Level. Normalmente usado referente a jogos de RPG (Online ou não), ou referências semelhantes que incluam piadas e trocadilhos. Por exemplo: Após o "Owned" outra pessoa pode adicionar um " Lvl up+"
LMAO - "Laughing My Ass Off" (semelhante a uma expressão popular brasileira que inclui um palavrão: "Rindo até o cú fazer bico". Ou mesmo coisa como "Me cagando de tanto rir".)
Fail - "Falha". Normalmente é usado, obviamente, quando alguém diz ou faz algo errado, ou quando pensa estar "ownando" e não está. Uma piada frequente quanto ao FAIL é uma segunda pessoa dizer em baixo "Double Fail". Ou modificar a frase "F.u.c.k.i.n.g Awesome" para "F.u.c.k.i.n.g Failsome"
SHOCKED - "Chocado", quando alguém diz algo inacreditável (ou faz alguma coisa extremamente idiota ao ponto do inacreditável.)
Up - "Subir". Não faz parte do "lvl up", pois não? lolz
Brinks - Isso já é internetês-brasileiro-made-of-fail, forma de escrever "Brincadeira", normalmente para identificar em brincadeiras de mau gosto que não estás a ser sério.
Rulez - É o mesmo que "Melhor", "Melhor de Todos", por exemplo: "Fulano Rulez", daria o mesmo que "Ele é o melhor".
-q, -n, -t, -s - Ao contrário do que muitos pensam, nenhum deles significa "não"/"sim"/"talvez" ou o que quer que for. Usados no final da frase indicam uma certa ironia. Às vezes usado como risadas ironicas e coisas relativas.
FikDik - "fica a dica", usado no final quando se dá uma dica irônica do que fazer para uma pessoa. Por exemplo, supondo que alguém desesperado faça um post dizendo toda a sua frustação com a vida e o que quer que for; outra pessoa, ao querer ser ironica/rir-se, diz "Se mata então /fikdik".
W00F- Semelhante a um "latido" como forma de indicar exclamação.
AFK - "Away From Keyboard" (Ausente do Teclado), é o mesmo que dizer que a pessoa pode estar com o pc ligado, mas não está na frente dele.
Noffa - Um som nasal de "aff"
OMG - "Oh My God" que é "Oh, Meu Deus", existem outras variações como "OMFG" que é "Oh my fucking God", apesar do palavrão, é mesmo para intensificar. ou ZOMG, O "Z"não tem significado, é apenas para intensificar.
Random - Literalmente significa "miscelânia" ou "aleatório", di-se random pessoas que falam coisas sem sentido fora do assunto original, seja com que intenções forem.
Aw! - Pode simbolizar um ar de tristeza/melancolia, ou usado como onomatopéia da expressão de quando se vê algo demasiado fofo (as in, "AAAAAWWWWW")
Uhules - Variação de "Uhul", onomatopéia que indica comemoração
Isso tá OFF - "Desligado", referente também a algo no pc não funcionar. Ou a pessoa estar por fora de algum assunto. Ou até mesmo, um comentário por fora do assunto em que está sendo dito.
Imma - pode ser tanto uma forma internetesca de dizer "I am" (Eu sou) ou derivado de IMO (In My Opinion), "em minha opinião".
Cause - Vem de "Because" (Por causa de..), esse tipoo de abreviação também é muito usado em músicas.
Kinda - Vem de "Kind" (Tipo/Tipo assim/Tipo que...)

Posso adicionar outros que são também bastante usados:
AKA - "Also known as" (também conhecido por...)
BRB - Be Right Back (Já volto)
Dunno - abreviação de "I do not know" (eu não sei)
BTW - By The Way (Em todo caso,)
FTW - "For The Win" ou "Fucking The World", ambos têm um significado semelhante a "Rulez".
ROTFL ou ROFL - "Rolling On The Floor Laughing" (Rolando pelo chão rindo).

Enfim, tem muito mais siglas, mas se eu continuar com isso ficará MUITO extenso, então fico por aqui depois se der coragem postarei mais desse... #Fuiz